quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

 


Ceres,   21 de setembro 1987

Quando teus caminhos apresentarem dificuldades e provações, busca em tua alma e em tuas orações a fé em Deus.
 
Eleva o teu pensamento ao mais alto de todos os homens; não vaciles, não desanimes. Saiba que tua fé brilhará como uma estrela cadente, iluminando o caminho dos que são queridos.
 
Mesmo que teu coração esteja triste, traz no rosto um sorriso e nos olhos um brilho de amor e esperança.
 
Que a saudade daqueles que já se foram se transforme em alegria pelos que estão contigo. E que, em tuas orações e meditações, nunca te esqueças de que a fé – a verdadeira fé – remove montanhas.
 
Olha ao teu redor e verás que o Criador de Todo o Universo não te desamparou, mesmo que tudo pareça estar desmoronando. Crê em Deus, crê: pois somente a fé e o amor verdadeiro podem superar as dificuldades desta vida tão curta e passageira.
 
Não te percas em lágrimas nem em lamentações. Medita na palavra de Deus, e nelas encontrarás alívio para tuas chagas e remédio para tuas dores.
 
Não te esqueças: quando estiveres só, amargurado, sem encontrar solução para teus momentos de dificuldade; quando tudo ficar escuro e não houver mais portas para abrir – lembra-te que as portas dos céus jamais se fecharam para ti.
 
Deus opera maravilhas na Natureza, e só precisa de uma chance para fazer o mesmo em tua vida. Operará em tua alma a mais bela de todas as maravilhas: o crescimento da tua fé, a certeza de uma eternidade e a verdade em todo o teu caminho. Te proporcionará a verdadeira luz – a luz do amor, da bondade, da perseverança – e, acima de tudo, a Luz da Paz. A paz dos céus. A Paz de Deus.
"A oração é a força do homem e a fraqueza de Deus".

Maria Edith Faustino de Araujo

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

 


                                                MOMENTO


          Quando a minha alma clama por paz!

Quando os meus olhos se perdem na imensidão do céu.

Quando meus passos se desequilibram pelo caminho, procurando o som do seu sorriso.

Alma em prantos, sorriso morto, teus olhos brilham em outro lugar, em outra rua.

Em cada esquina procuro, não encontro, apenas o silêncio me responde, silêncio assustador

que me arrasta para os confins do tempo, silêncio que me abraça, que mina a minha esperança,

que rompe a barreira da solidão e se instala sorrateiro, confundindo passado e presente.

em um espaço morno, sem brilho, sem cheiro ou cor, me prende como tentáculos de um polvo 

gigante, eu me encolho dentro dele, desapareço por completo, e o som da minha alma ecoa, um 

lamento triste, um suspiro que escapa do peito, clamando, gritando por um momento que se foi e

que não volta mais.

Maria Edith Faustino de Araújo

 ceres-Go. 13/12/2023











domingo, 19 de março de 2023

 SILÊNCIO DO INFINITO


Silêncio! Fecho os olhos, ouço a voz do vento a minha frente uma estrada ladeada de relva enfeitada com minúsculas flores de cores variadas seu perfume enche o ar, o vento canta uma melodia que acalma o meu coração.

Silêncio! Abro os olhos uma luz me aponta o caminho, sigo por ele meus passos são firmes, mas a voz do vento me convida a bailar, estou acima das nuvens e a beleza que vejo aquece minha alma.

Silêncio! Fecho meus olhos mais uma vez, me deixo levar pelas lembranças, sentimentos variados agitam meu corpo o sol me aquece e o cantar do vento embala a minha alma, abro meus braços e abraço o infinito azul do céu.

Silêncio! O mar azul a minha frente, ando pela areia branca , as ondas rebentam na praia como um grito de alegria que ecoam por todo o meu corpo, sinto a vida no infinito azul do céu que se encontra com o azul do mar.

Silêncio! A noite me abraça, a lua majestosa me convida a sonhar, as estrelas num bailar infinito elevam meu espirito e como num sonho  me deixo flutuar, viajo pelo céu admirando a beleza da noite, então num silencio que acalma abraço o infinito, o mundo é como um palco  e nele os movimentos da vida explode em harmonia.

Silêncio! O amor em todas as suas formas me envolve na beleza da vida!

Maria Edith Faustino de Araújo

Ceres, 19/03/2023


segunda-feira, 13 de abril de 2020

Passarinho..
Penso em tu,e a tristeza me invade a alma, inebriando meu coração de soluços, travados na garganta, insistindo em ser lágrimas, a passarinho, tu jamais vai entender   um coração como o desse poeta solitário, que ama aos extremos, sofre como poucos, vivendo no limite das emoções, a cada dia, cada momento, cada segundo...
Fico devaneando imagens, de momentos não vividos, porém imaginados ,pela força do querer, por desejar ,crer no amor, que um dia me destes ....
Hoje, sou como um barco a deriva, jogado a qualquer direção, ao sabor das ondas e do vento....
Meu ser,viaja o infinito em busca de você, do teu sorriso lindo, desses teus olhos, que por mais que eu olhe, não sei dizer a cor ,pois me perdi ,contemplando teu ser ...
Um dia, passarinho, descobri o amor, e hoje, vivo enclausurado, nessa triste solidão...
Eu ,a 🌠 que brilha....

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

"HUMANIDADE"



Quanto mais observo menos entendo os homens, as coisas que estão acontecendo no Brasil e no mundo inteiro, às vezes penso onde foram parar as palavras do Senhor de todos os homens:
“Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, parece que as palavras “amor, respeito, honestidade” perderam o sentido neste mundo globalizado, elitizado onde o que conta é o tamanho da sua conta bancária e a cor da sua pele, e em alguns casos a religião.
Esse negócio de dizer “eu te amo” ficou tão sem sentido que esta apenas agregada aos relacionamentos amorosos, ou melhor, alguns nem tão amorosos assim, não se vê mais nenhum respeito pelas pessoas idosas ou não, por crianças e mulheres, o importante é você ser “esperto” é ter a “justiça” na palma da mão.
Quando assisto o jornal me arrepio com as noticias, e me pergunto “Voltamos ao tempo da escravidão?”, vejo “Leis” sendo criadas para beneficiar quem um dia jurou diante de um povo ser leal, honesto, humano, mas o poder corrompeu a dignidade extirpou a honestidade liquidou qualquer vestígio de “humanidade”. Nossos “justiceiros” que usam terno e gravata, que se “arvoram” “juízes” que se aposentam com salários “irrisórios” e que garantem que os aposentados com um salario milionário (note-se é o salário mínimo!) estão quebrando o País.
Penso na Constituição Federal que foi severamente atropelada, destroçada por esses “senhores” da justiça, vejo a imagem de um soldado com crianças (brancas e ricas é claro) fazendo pose para ser fotografado, e em outra um soldado revistando a mochila de um estudante (negro é claro), sem contar de questões de um vestibular que é de deixar qualquer pessoa (decente é claro) de cabelo em pé.
Os paladinos da justiça se apresentam diante das câmeras de televisão e enche a boca para falar do combate a corrupção, aos traficantes, enquanto se é descoberta contas milionárias na Suíça, esses “senhores” que estão dilapidando o País, que estão vendendo as suas riquezas e o povo  para uma escravidão moderna com uma “liberdade” de morte. E apresentam uma propaganda pedindo que se fotografe o Brasil que você quer.
Senhores, o Brasil que queremos é um Brasil de igualdades, onde as pessoas possam andar livremente, tenham direito a moradia, saúde e educação, onde os índios os negros não usem mais grilhões, o Brasil que queremos é um Brasil com uma justiça verdadeira e limpa, sem manipulações ah um Brasil sem a “Rede Globo” também seria ótimo.
Maria Edith Faustino de Araújo
28/02/2018

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

"UM OLHAR PELA JANELA"



Abro a janela de par em par é como abrir as janela do meu coração, a luz do sol ainda tímida inunda tudo, devagarinho vai abrindo espaço criando um arco-íris nas paredes e enfeitando o chão com inúmeros desenhos. As lembranças bailam na mente em ritmo acelerado ou lento sinto o cheiro de outros tempos de outro lugar.
Seu rosto preenche o espaço entre a realidade e o passado, então procuro no fundo do pensamento uma palavra sua, uma frase daquelas de efeito que só você sabia dizer, encontro um vazio desesperador alucinante, uma saudade do tamanho da minha janela. Ao longe vislumbro a cidade pessoas apressadas, ninguém escuta meu grito de desespero, não percebem a agonia de uma vida que morre em meio à saudade.
Deixo o olhar passear no passado, tempos idos de alegria e amor, recordo com nitidez o dia do adeus, assim o fim, as palavras retornam como um turbilhão, são como ondas gigantescas a afogar a minha esperança, está gravado nitidamente em minha mente transtornada que procura em vão no vão da janela uma saída.
A janela meu único refúgio, o espaço entre a dor e a tristeza a estrada que liga você a mim e eu a você, sigo inerte não sinto frio nem calor, olhando pela janela sinto apenas a saudade doer fundo desmontando o que restou da mulher que um dia te amou, e que ainda ama que teima em trazer para mais perto a ferida aberta pelo adeus, restou apenas o rosto que olha pela janela, que procura na estrada  um corpo, um olhar.
Teu nome vem aos meus lábios, mas o som é um grito de agonia, uma dor aguda atravessa meu peito, como um punhal afiado que rasga de lado a lado o coração ferido moribundo.
Olhar pela janela buscar no tempo e na voz do vento noticias suas apenas o som do silêncio me responde.
Uma procura infinita se estende por este espaço, no meu corpo o calor do teu abraço, na minha boca o gosto daquele beijo triste no dia do adeus, um olhar pela janela, uma lembrança que resiste ao tempo, um olhar pela janela é o que me resta.
Ceres, 22 de fevereiro de 2018.
Maria Edith Faustino de Araújo