“Quem sou eu”
Sou você perdida em mim, sou a tua lembrança nascida da
esperança de um dia te encontrar, sou a luz que se apaga, sou a madrugada que
termina em cada esquina, sou a mulher que te amou, sou a menina que sonhou.
Quisera ser o vento tão veloz como o pensamento para te alcançar, tocar,
sonhar, eu sou você perdida em mim, eu sou o encontro o adeus, à distância, sou
a saudade que fica a amargura infinita da tristeza que ficou.
Eu sou o sonho não vivido, sou o amor não repartido , sou
você perdida em mim, sou a luz que te procura, sou a aurora que não chega, sou
passos que não encontram caminho, sou a flor sou o espinho sou a lembrança da
luz, sou à tarde que morre de mansinho, o murmúrio do vento, pensamento, sou
você perdida em mim.
Te procuro e não encontro, te chamo você não responde, se
escondeu não sei aonde te procuro no infinito, no meu grito, no meu peito, na
lua prateada nas estrelas penduradas, no azul do céu te procuro nas ondas do
mar, no meu coração a palpitar, e sou assim você perdida em mim. Veloz como o
vento, manso como o riacho, mas tão longe do meu horizonte você é a minha
saudade rolando nos montes, brincando na relva na lembrança cega que me arrasta
me arrasa eu sou assim você perdida em mim.
Maria Edith Faustino de Araújo
Ceres,23/02/2015

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