terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"deserto"



                            “Deserto”
 Na aridez da minha saudade te encontro nas areias do tempo te procuro no deserto que se tornou a minha vida grito por você, minha voz ecoa longe, mas não te alcança, não existe mais esperança, você se foi, levou tudo meu sorriso o brilho dos meus olhos minha alegria, deixou meu caminho coberto de areia e pedras soltas que rolam feito loucas e marcam o meu rosto na tristeza de não te encontrar.
Deserto assim ficou meu peito, pois seu hospede permanente de repente loucamente foi embora não me disse exatamente porque, simplesmente me deixou, me trancou nesse quarto de saudade e nas areias do tempo o vento carregou minha esperança, me deixou feito criança perdida escondida. Peço a cura da saudade e que afaste para sempre a amargura, me livre dessa loucura que é te amar e te querer. Me afaste desse deserto desse amor silencioso, que me queima como o fogo  que me alucina e não me ensina a esquecer, que saia do meu peito   que se desfaça no vento, deixe livre meu pensamento  para outro amor receber.
Maria Edith Faustino de Araújo
Ceres,23/02/2015


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