“Deserto”
Na aridez da minha
saudade te encontro nas areias do tempo te procuro no deserto que se tornou a
minha vida grito por você, minha voz ecoa longe, mas não te alcança, não existe
mais esperança, você se foi, levou tudo meu sorriso o brilho dos meus olhos minha
alegria, deixou meu caminho coberto de areia e pedras soltas que rolam feito
loucas e marcam o meu rosto na tristeza de não te encontrar.
Deserto assim ficou meu peito, pois seu hospede permanente
de repente loucamente foi embora não me disse exatamente porque, simplesmente
me deixou, me trancou nesse quarto de saudade e nas areias do tempo o vento
carregou minha esperança, me deixou feito criança perdida escondida. Peço a cura
da saudade e que afaste para sempre a amargura, me livre dessa loucura que é te
amar e te querer. Me afaste desse deserto desse amor silencioso, que me queima
como o fogo que me alucina e não me
ensina a esquecer, que saia do meu peito
que se desfaça no vento, deixe livre meu pensamento para outro amor receber.
Maria Edith Faustino de Araújo
Ceres,23/02/2015

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